Sou aquilo q.exponho e escondo,ou q. acho expor e creio esconder..sou algo q. vai da afirmação à interrogação.Q.se é entre uma certa segurança e alguma inconstância.. com lúcidas transparências translúcidas.. clarezas subjetivas declaradas e escancaradas,de um tanto ininteligíveis.Certa só a Fé,segura e destra dada,recebida,vivenciada.Mar,livros,músicas,imagens,películas,e gente me emocionam.Conheço pouco admito,há tanto ainda pra se tocar,sentir,cheirar,se ver.Sendo assim ..sou eu.
"Tudo o que é leve o vento leva, eu quero aprender um jeito de reinventar certeza ou tristeza. De qualquer jeito o vento vai levar na brisa do mar no sopro da vela ao se apagar."
Nas tardes seguintes, Bruno retornou ao ponto da cerca onde os dois costumavam se encontrar, mas Shmuel nunca mais apareceu. Depois de quase uma semana ele se convenceu de que o que havia feito fora tão terrível que jamais seria perdoado, porém no sétimo dia ficou extasiado ao ver Shmuel esperando por ele, sentado de pernas cruzadas no chão, como sempre, e olhando para a poeira debaixo de si.
“Shmuel’, disse ele, correndo na direção do amigo e sentando-se, quase chorando de alívio e arrependimento. “Eu sinto tanto, Shmuel. Não sei por que fiz aquilo. Diga que me perdoa.”
“Tudo bem”, disse Shmuel, olhando para ele. Seu rosto estava todo machucado e Bruno fez uma careta, por um instante se esquecendo das desculpas que estava pedindo.
“O que aconteceu com você?”, ele perguntou, mas não esperou pela resposta. “Foi a bicicleta?” Porque uma vez isso aconteceu comigo lá em Berlim há uns dois anos. Eu caí da bicicleta quando estava indo rápido demais e fiquei todo roxo durante semanas. Está doendo?”
“Nem sinto mais”, disse Shmuel.
“Parece que dói.”
“Já não sinto mais nada”, disse Shmuel.
“Bem, sinto muito pela semana passada”, disse Bruno. “Eu odeio aquele tenente Kotler. Ele pensa que é o manda-chuva, mas não é.” Bruno hesitou por um instante, sem querer perder o fio da meada. Sentiu que deveria dizer mais uma vez e com muita sinceridade. “Eu sinto muitíssimo, Shmuel”, disse numa voz bem clara. “Não posso acreditar que não contei a ele a verdade. Nunca desapontei um amigo dessa maneira antes. Shmuel, estou envergonhado de mim mesmo.”
Quando Bruno disse isso, Shmuel sorriu e balançou a cabeça e Bruno soube que estava perdoado. Então Shmuel fez algo que nunca havia feito antes: ele ergueu a parte de baixo da cerca como sempre fazia quando o amigo lhe trazia comida, mas desta vez ele estendeu a mão por baixo e a manteve lá, esperando até que Bruno fizesse o mesmo. Os dois meninos apertaram as mãos e sorriram um para o outro.
Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.
Mas agora tudo havia mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
- Estou procurando trabalho, disse ele.Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho.
Na realidade do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, nao acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construida ali, ligando as duas margens do riacho.
Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Voce foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas nao pararam ai. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. O carpinteiro que fez o trabalho, partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
E o carpinteiro respondeu:
- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...
Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos...
O que você está esperando? Que tal começar agora !!!
Pensamento:
"A única vez que você não pode falhar é na última vez que tentar."
Às vezes na vida, você encontra um amigo especial; que transforma sua vida simplesmente. Alguém que faz você rir... Alguém que faz você acreditar em coisas boas... Alguém que convence você de que existe uma porta destrancada só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre. Quando você está deprimido E o mundo parece escuro e vazio, seu amigo para sempre anima seu espírito fazendo com que aquele mundo escuro e vazio de repente pareça iluminado e preenchido. Seu amigo para sempre fica ao seu lado... nas horas difíceis, nas horas tristes... Principalmente nas horas que você está confusa. Se você virar e for embora... Seu amigo para sempre o seguirá. Se você ficar perdido... Seu amigo para sempre o guiará e o animará. Te considero um desses amigos... Uma amiga para sempre... mesmo vc não valorizando a amizade que eu tenho por vc mas mesmo assim eu te amoo mucho
Um dia, a rainha de um reino bem distante bordava perto da janela do castelo, uma grande janela com batentes de ébano, uma madeira escuríssima. Era inverno e nevava muito forte. A certa altura, a rainha desviou o olhar para admirar os flocos de neve que dançavam no ar; mas com isso se distraiu e furou o dedo com a agulha. Na neve que tinha caído no beiral da janela pingaram três gotinhas de sangue. O contraste foi tão lindo que a rainha murmurou: — Pudesse eu ter uma menina branquinha como a neve, corada como sangue e com os cabelos negros como o ébano… Alguns meses depois, o desejo da rainha foi atendido. Ela deu à luz uma menina de cabelos bem pretos, pele branca e face rosada. O nome dado à princesinha foi Branca de Neve. Mas quando nasceu a menina, a rainha morreu. Passado um ano, o rei se casou novamente. Sua esposa era lindíssima, mas muito vaidosa, invejosa e cruel. Um certo feiticeiro lhe dera um espelho mágico, ao qual todos os dias ela perguntava, com vaidade: — Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. E o espelho respondia: — Em todo o mundo, minha querida rainha, não existe beleza maior. O tempo passou. Branca de Neve cresceu, a cada ano mais linda… E um dia o espelho deu outra resposta à rainha. — A sua enteada, Branca de Neve, é agora a mais bela. Invejosa e ciumenta, a rainha chamou um de seus guardas e lhe ordenou que levasse a enteada para a mata e lá a matasse. E que trouxesse o coração de Branca de Neve, como prova de que a missão fora cumprida. O guarda obedeceu. Mas, quando chegou à mata, não teve coragem de enfiar a faca naquela lindíssima jovem inocente que, afinal, nunca fizera mal a ninguém. Deixou-a fugir. Para enganar a rainha, matou um veadinho, tirou o coração e entregou-o a ela, que quase explodiu de alegria e satisfação. Enquanto isso, Branca de Neve fugia, penetrando cada vez mais na mata, ansiosa por se distanciar da madrasta e da morte. Os animais chegavam bem perto, sem a atacar; os galhos das árvores se abriam para que ela passasse. Ao anoitecer, quando já não se agüentava mais em pé de tanto cansaço, Branca de Neve viu numa clareira uma casa bem pequena e entrou para descansar um pouquinho. Olhou em volta e ficou admirada: havia uma mesinha posta com minúsculos sete pratinhos, sete copinhos, sete colherezinhas e sete garfinhos. No cômodo superior estavam alinhadas sete caminhas, com cobertas muito brancas. Branca de Neve estava com fome e sede. Experimentou, então uma colher da sopa de cada pratinho, tomou um gole do vinho de cada copinho e deitou-se em cada caminha, até encontrar a mais confortável. Nela se ajeitou e dormiu profundamente. Os donos da casa voltaram tarde da noite; eram sete anões que trabalhavam numa mina de diamantes, dentro da montanha. Logo que entraram, viram que faltava um pouco de sopa nos pratos, que os copos não estavam cheios de vinho…Estranho. Lá em cima, nas camas, as cobertas estavam mexidas…E na última cama — surpresa maior! — estava adormecida uma linda donzela de cabelos pretos, pele branca como a neve e face vermelha como o sangue. — Como é linda! — murmuraram em coro. — E como deve estar cansada — disse um deles —, já que dorme assim. Decidiram não incomodar; o anão dono da caminha onde dormia a donzela passaria a noite numa poltrona.
Na manhã seguinte, quando despertou, Branca de Neve se viu cercada pelos sete anões barbudinhos e se assustou. Mas eles logo a acalmaram, dizendo-lhe que era muito bem-vinda. — Como se chama? — perguntaram. — Branca de Neve. — Mas como você chegou até aqui, tão longe, no coração da floresta? Branca de Neve contou tudo. Falou da crueldade da madrasta, da sua ordem para matá-la, da piedade do caçador que a deixara fugir, desobedecendo à rainha, e de sua caminhada pela mata até encontrar aquela casinha. — Fique aqui, se gostar… — propôs o anão mais velho. — Você poderia cuidar da casa, enquanto nós estamos na mina, trabalhando. Mas tome cuidado enquanto estiver sozinha. Cedo ou tarde, sua madrasta descobrirá onde você está, e se ela a encontrar… Não deixe que ninguém entre! É mais seguro. Assim começou uma vida nova para Branca de Neve, uma vida de trabalho. E a madrasta? Estava feliz, convencida de que beleza de mulher alguma superava a sua. Mas, um dia, teve por acaso a idéia de interrogar o espelho mágico: — Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. E o espelho respondeu com voz grave: — Na mata, na casa dos mineiros, querida rainha, está Branca de Neve, mais bela que nunca! A rainha entendeu que tinha sido enganada pelo guarda: Branca de Neve ainda vivia! Resolveu agir por si mesma, para que não houvesse no mundo inteiro mulher mais linda do que ela. Pintou o rosto, colocou um lenço na cabeça e irreconhecível, disfarçada de velha mercadora, procurou pela mata a casinha dos anões. Quando achou, bateu à porta e Branca de Neve, ingenuamente, foi atender. A malvada ofereceu-lhe suas mercadorias, e a princesa apreciou um lindo cinto colorido. — Deixe-me ajudá-la a experimentar o cinto. Você ficará com uma cintura fininha, fininha — disse a falsa vendedora, com uma risada irônica e estridente, apertando cada vez mais o cinto. E apertou tanto, tanto, que Branca de Neve se sentiu sufocada e desmaiou, caindo como morta. A madrasta fugiu. Pouco depois, chegaram os anões. Assustaram-se ao ver Branca de Neve estirada e imóvel. O anão mais jovem percebeu o cinto apertado demais e imediatamente o cortou. Branca de Neve voltou a respirar e a cor, aos poucos, começou a voltar a sua face; melhorou e pôde contar o ocorrido. — Aquela velha vendedora ambulante era a rainha disfarçada — disseram logo os anões. — Você não deveria tê-la deixado entrar. Agora, seja mais prudente. Enquanto isso, a perversa rainha, já no castelo, consultava o espelho mágico e se surpreendeu ao ouvi-lo dizer: — No bosque, na casa dos anões, minha querida rainha, há Branca de Neve, mais bela que nunca. Seu plano fracassara! Tentaria novamente. No dia seguinte, Branca de Neve viu chegar uma camponesa de aspecto gentil, que lhe colocou na janela uma apetitosa maçã, sem dizer nada, apenas sorrindo um sorriso desdentado. A princesinha nem suspeitou de que se tratava da madrasta, numa segunda tentativa. Branca de Neve, ingênua e gulosa, mordeu a maçã. Antes de engolir a primeira mordida, caiu imóvel. Dessa vez, devia estar morta, pois o socorro dado pelos anões, quando regressaram da mina, nada resolveu. Não acharam cinto apertado, nem ferimento algum, apenas o corpo caído. Branca de Neve parecia dormir; estava tão linda que os bons anõezinhos não quiseram enterrá-la. — Vamos construir um caixão de cristal para a nossa Branca de Neve, assim poderemos admirá-la sempre. O esquife de cristal foi construído e levado ao topo da montanha. Na tampa, em dourado, escreveram: “Branca de Neve, filha de rei”. Os anões guardavam o caixão dia e noite, e também os animaizinhos da mata – veadinhos, esquilos e lebres —todos choravam por Branca de Neve. Lá no castelo, a malvada rainha interrogava o espelho mágico: — Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. A resposta era invariável. — Em todo o mundo, não existe beleza maior. Branca de Neve parecia dormir no caixão de cristal; o rosto branco como a neve e de lábios vermelho como sangue, emoldurado pelos cabelos negros como ébano. Continuava tão linda como enquanto vivia. Um dia, um jovem príncipe que caçava por ali passou no topo da montanha. Bastou ver o corpo de Branca de Neve para se apaixonar, apesar de a donzela estar morta. Pediu permissão aos anões para levar consigo o caixão de cristal. Havia tanta paixão, tanta dor e tanto desespero na voz do príncipe, que os anões ficaram comovidos e consentiram. — Está bem. Nós o ajudaremos a transportá-la para o vale. A donzela Branca de Neve será sua. Com o caixão nas costas, puseram-se a caminho. Enquanto desciam por um caminho íngreme, um anão tropeçou numa pedra e quase caiu. Reequilibrou-se a tempo. O abalo do caixão, porém, fez com que o pedaço da maçã envenenada, que Branca de Neve trazia ainda na boca, caísse. Assim a donzela se reanimou. Abrindo os olhos e suspirando se sentou e, admirada, quis saber: — O que aconteceu? Onde estou? O príncipe e os anões, felizes, explicaram tudo. O príncipe declarou-se a Branca de Neve e pediu-a em casamento. Branca de Neve aceitou, felicíssima. Foram para o palácio real, onde toda a corte os recebeu. Foram distribuídos os convites para a cerimônia nupcial. Entre os convidados estava a rainha madrasta — mas ela mal sabia que a noiva era sua enteada. Vestiu-se a megera suntuosamente, pôs muitas jóias e, antes de sair, interrogou o espelho mágico: — Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. E o fiel espelho: — No seu reino, a mais bela é você; mas a noiva Branca de Neve é a mais bela do mundo. Louca de raiva, a rainha saiu apressada para a cerimônia. Lá chegando, ao ver Branca de Neve, sofreu um ataque: o coração explodiu e o corpo estourou, tamanha era sua ira. Mas os festejos não cessaram um só instante. E os anões, convidados de honra, comeram, cantaram e dançaram três dias e três noites. Depois, retornaram para sua casinha e sua mina, no coração da mata.